Nova década, nova realidade, nova esperança.

16-04-2010 19:00

Perspectivar uma nova década para o nosso concelho é um repto difícil mas interessante. A todo o momento acontecimentos de escala nacional e internacional (como a crise que estamos a atravessar) podem influenciar o nosso concelho a todos os níveis.

Hoje, mais do que nunca, não vivemos de costas para o mundo nem “orgulhosamente sós” (felizmente), mas numa aldeia global chamada planeta terra. Este facto está cada vez mais presente no nosso dia-a-dia, a vários níveis e no que diz respeito à organização administrativa e governação local, é bem provável que ao longo desta nova década surjam alterações significativas, que afectaram todos os concelhos do nosso país. Refiro-me concretamente à regionalização que, mais cedo ou mais tarde deverá entrar na agenda política e que colocará o nosso concelho, numa região provavelmente nomeada de “Entre Douro e Minho” e ao novo ordenamento das freguesias. Penso que este factor, marcará a nossa próxima década de uma forma estruturante.

A aliar a esta possibilidade, considero que os próximos dez anos serão no seu conjunto, a década em que surgirá definitivamente aquela que é intitulada de “geração melhor preparada de sempre”. Esta geração, que até há bem pouco tempo era a geração do futuro, passará a ser a geração do presente. Existe cada vez mais jovens com formação em todos os campos de actividade no nosso concelho, nas letras, nas artes, nas técnicas, no empresariado, na informática, na saúde entre outros. O nosso concelho tem pela primeira vez a seu dispor, esta “matéria humana” que nos dá algum alento e optimismo em relação ao futuro. A responsabilidade desta “geração” é contudo enorme e redobrada. Por um lado, tem o dever de corresponder à expectativa e aproveitar a oportunidade que gerações anteriores não tiveram, a possibilidade de aplicar os conhecimentos adquiridos. Não devemos nunca esquecer que se somos a geração melhor preparada de sempre, é porque as gerações anteriores criaram condições para que isso nos fosse possível. Temos assim o dever de aplicar esse conhecimento e com ele ajudar as nossas freguesias, o nosso concelho e o nosso país a ficar cada vez melhor em todas as áreas, por eles (gerações anteriores), por nós próprios e para as gerações futuras. Contudo, algumas medidas estruturais para aproveitar da melhor forma e rentabilizar o potencial desta geração urgem, como por exemplo, a construção de um parque industrial com “incubadora de empresa” para apoiar o empreendedorismo e os jovens empresários. Espero sinceramente que os nossos governantes locais estejam atentos a essa e outras carências e as verdadeiras necessidades do nosso concelho de modo a que estas sejam colmatadas no início desta nova década para que daqui a dez anos possamos dizer que o nosso concelho não parou no tempo.

Não devemos temer o futuro, tenho a certeza que na próxima década os povoenses estarão a altura dos novos desafios, que o futuro nos reserva.

Póvoa de Lanhoso 16 de Abril de 2010

Gilberto Anjos.

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